Como fazer a introdução alimentar do bebê

Atualizado: 27 de out. de 2021


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A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até o 6° mês de vida, não devendo ser introduzido outros alimentos antes desse período. Para os bebês que precisam fazer uso de fórmula infantil também segue a recomendação de não iniciar a introdução alimentar precocemente (antes dos 6 meses de idade). O aleitamento deve ser mantido até os 2 anos de vida ou mais.



Quando começar a introdução alimentar?


Inicia-se aos 6 meses e as crianças devem ter todos os sinais de prontidão (sinais que está pronta para começar). Quais são os sinais de prontidão?

  • Sustentar a cabeça e o tronco

  • Diminuição do reflexo de protrusão da língua

  • Sentar sozinho ou com o mínimo de apoio

  • Levar objetos à boca

  • Se interessar pelos alimentos


E porque começar aos seis meses e não antes disso? Porque o bebê já terá uma melhor maturação motora e cognitiva, apresentará enzimas digestivas que começam a ser mais eficazes a partir do sexto mês, além disso, as bactérias intestinais já estão instaladas e protegem de possíveis infecções, os rins melhoram a capacidade de eliminar maiores quantidades de sódio, as defesas (através do sistema imunológico) estarão prontas para entrar em contato com novos nutrientes e proteínas, impedindo que o bebê desenvolva alergias alimentares com mais facilidade.


E se o bebê for prematuro como fazer? O pediatra deverá calcular a idade gestacional corrigida, e iniciar a introdução quando alcançar os 6 meses pela idade corrigida e os sinais de prontidão.


E as crianças especiais (paralisia cerebral, autismo e síndromes genéticas)?

  • Devem ter o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar para avaliar a real dificuldade para mastigação e deglutição;

  • Devem ter adequação calórica de acordo com o gasto energético;

  • Aguardar os sinais de prontidão;

  • Não devem ter pressa para iniciar e nem realizar intervenções desnecessárias;

É claro que algumas crianças apresentam maiores limitações, muitas vezes não terão os sinais de prontidão, assim o manejo será diferente e com auxílio de equipe multidisciplinar mais de perto.


Como começar? Por qual refeição iniciar?


A introdução alimentar deve ser iniciada de maneira lenta e gradual, algumas crianças podem recusar determinados alimentos, sendo considerado normal, pois estão vivendo uma experiência nova e diferente do que estavam acostumadas. Se não aceitar, não force e nem insista, o importante é oferecer novamente em outras ocasiões. Nessa fase ainda irá aprender a comer (será apresentada a muitos alimentos), então é importante sentar junto com ela e comer junto, elas aprendem novas habilidades pelo exemplo. Mantenha horários regulares e rotina para ofertar as refeições, mas que seja adequado à dinâmica familiar e flexível.

De acordo com a OMS, a criança deve começar a receber 3 refeições, que podem ser almoço (ou jantar) e dois lanches, ou almoço, jantar e 1 lanche. Não há regra sobre qual refeição iniciar primeiro. O importante é que, ao completar 7 meses, ela já esteja recebendo 3 refeições.


Quais alimentos oferecer?


A alimentação deve ser variada e rica em nutrientes, para que a criança cresça de forma adequada e saudável, por isso, devemos oferecer alimentos que fazem parte dos grupos alimentares a seguir:

  • Cereais: são as sementes ou grãos comestíveis das gramíneas, onde podemos encontrar nutrientes como: carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, sais minerais e outras substâncias. Alguns exemplos: milho, trigo, arroz, aveia, centeio, cevada, sorgo.

  • Tubérculos: crescem abaixo do solo, são excelentes fonte de fibra, carboidrato, muitos contêm vitamina C, vitaminas do grupo B, antioxidantes e minerais. Alguns exemplos: Mandioca, beterraba, cenoura, inhame, batata, nabo.

  • Hortaliças: composta pelos legumes e verduras. Ricas em vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes. Alguns exemplos: Legumes (chuchu, berinjela, abóbora, pepino, vagem...), verduras (agrião, alface, taioba, espinafre, couve, repolho...)

  • Leguminosas: fontes de vitamina C, K e do complexo B, sais minerais, são um grupo bastante nutritivo. Alguns exemplos: feijão, lentilha, ervilha, grão de bico...

  • Proteína animal: carnes e ovos. Fonte de vitaminas (em especial a B12) e minerais. Exemplos: carne suína, bovina, aves, peixe, ovos.

  • Frutas: Ricas em fibras, vitaminas e minerais. Exemplos: laranja, caju, abacate, melão, maçã, pera, abacaxi...

O prato deve conter 5 itens: Cereais ou tubérculos + leguminosas + Legumes e verduras + proteína animal (bebês vegetarianos ou veganos a composição é diferente, e deve ser adaptada e ter uma atenção em relação à vitamina B12, com acompanhamento de perto pelo pediatra e/ou nutricionista).


Os alimentos não devem ser batidos no liquidificador, processados e nem peneirados. No método tradicional eles são amassados com o garfo e oferecidos em porções separadas, para que a criança aprenda o sabor de cada alimento. A consistência vai evoluindo gradativamente para pedaços até que por volta dos 11 meses a um ano já esteja comendo na consistência da comida dos familiares.


Existem algumas abordagens de introdução alimentar, são elas:


Participativa: nessa modalidade o bebê participa ativamente do processo, explorando a comida com as mãos, mas também é alimentado pelo cuidador com a colher;

Tradicional: os alimentos são amassados e ofertados na colher para o bebê;

BLW: o bebê é quem fica no comando, aqui a comida é ofertada em pedaços e nos cortes adequados e ele come sozinho, sempre sendo supervisionado pelo adulto;

A água deverá ser ofertada nos intervalos das refeições, no início algumas crianças podem recusar, beba na frente dela e sempre ofereça, com o tempo elas começarão aceitar melhor.

Uma introdução alimentar de sucesso depende de consistência, paciência e muito amor envolvido, participando de cada processo, comendo junto e sempre respeitando os sinais de saciedade da criança.


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